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Trabalhadores da Cosulati, paralisam suas atividades por atraso de salários

NoticiasA falta de transparência, os constantes atrasos salariais e o não pagamento do salário de maio, levaram os trabalhadores da Cosulati do Capão do Leão a paralisarem suas atividades desde a madrugada de hoje. Neste momento, os trabalhadores e o Sindicato da Alimentação de Pelotas realizam uma assembleia para deliberar os rumos do movimento.

 

Dissídio dos Frigoríficos é assinado

Dissídio dos Frigoríficos é assinado

A partir de 01 de junho os trabalhadores dos frigoríficos de Pelotas e Capão do Leão deverão ter seus salários reajustados da seguinte forma:
10% para quem ganha até R$ 1550,00
9,6% para quem ganha de 1550,01 até R$ 2400,00
9,2% para quem ganha acima de R$ 2400,00
Os pisos salariais são os seguintes, também a partir de 01 de junho:
* R$ 1190,00 piso geral
* R$ 1330,00 piso profissional
Vale alimentação de R$ 1213,00 pago em dez vezes, a partir de julho de 2016

Assembleia do arroz vota acordo salarial do setor

O Sindicato da Alimentação convoca a categoria do setor do arroz para assembleia de votação do dissídio na próxima sexta-feira, 13 de maio, às 19h,na sede do Sindicato. A proposta a ser votada é a seguinte:

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8% em março;
Mais 3,08%

Pisos a partir de maio:
Serviços Gerais: R$ 1.215,00
Profissionais: R$ 1.361,00
Auxílio Escolar: R$ 475,00

 

Seminário aponta adoecimento no setor das indústrias da alimentação de Pelotas e região

O relatório da pesquisa DIGA – Diagnóstico sobre Condições de Trabalho nos Engenhos de Arroz – elaborado em parceria pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Alimentação (CNTA), Sindicatos e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) sobre as condições de trabalho dos trabalhadores nas arrozeiras foi apresentado  em seminário nesta quinta-feira,14 de abril, na sede do ?Sindicato? da Alimentação, em Pelotas. A investigação ocorreu nas indústrias das regiões de Pelotas, Dom Pedrito, Camaquã, Bagé, Alegrete e São Gabriel.

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O evento foi organizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Alimentação (CNTA), Ministério Público do Trabalho  (MPT), Sindicatos dos Trabalhadores da Alimentação de Pelotas, Camaquã e Bagé  e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
A abertura teve as presenças do presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Alimentação (CNTA), Arthur Bueno de Camargo; Presidente do Sindicato da Alimentação de Pelotas,Lair de Mattos;  Procuradora do MPT em Pelotas, Rúbia Vanessa Canabarro; Procurador do Trabalho e coordenador estadual do Projeto de Adequação das Condições de Trabalho nos Frigoríficos, Ricardo Garcia; Auditor Fiscal do Trabalho na Ministério do Trabalho e Emprego,  Mauro Müller, Presidente do Sindicato de Camaquã e Região, Luis Carlos Cardoso; Presidente do Sindicato da Alimentação de Bagé, Luis Carlos Cabral e do Sindicato da Alimentação de Pelotas e Secretário de Saúde de São Lourenço do Sul, Arilson Cardoso, Médico.
A procuradora do MPT, em Pelotas, Rúbia Vanessa Canabarro,  destacou a importância da pesquisa das condições de trabalho nas indústrias do #arroz . Destacou a luta conjunta pela melhoria do ambiente de trabalho nas empresas e da colaboração do Sindicato e que, pela seriedade, é hoje ” é quase uma extensão do trabalho do MPT”.
Procurador do Trabalho e coordenador estadual do Projeto de Adequação das Condições de Trabalho nos Frigoríficos; Ricardo Garcia mostrou-se surpreso com a situação dos trabalhadores nas indústrias do ?#‎arroz? de Pelotas, Alegrete, São Gabriel, Dom Pedrito, Bagé e Camaquã.
PESQUISA
A partir de questionários, foi possível elaborar diagnóstico e construir um banco de dados sobre as condições concretas de trabalho e de vida dos trabalhadores.
O setor do arroz foi escolhido por apresentar o maior número de acidentes com mortes em relação aos outros segmentos da alimentação. Além disso, os funcionários das arrozeiras são os que mais procuram os Sindicatos com doenças ocupacionais como ?‎LER? (Lesão por Esforço Repetitivo), surdez, entre outras.
O professor, sociólogo e pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Paulo Albuquerque,  apresentou um conjunto de informações da pesquisa DIGA – Diagnóstico sobre Condições de Trabalho nos Engenhos de Arroz que aponta o adoecimento dos trabalhadores da alimentação nos municípios de Pelotas, Alegrete, São Gabriel, Dom Pedrito, Bagé e Camaquã.
De acordo com o pesquisador, o trabalhador pesquisado é, em sua maioria, composto por homens (93,3% dos entrevistados), que trabalham nos turnos manhã/tarde (81,9%), com uma idade, em média, de entre 35 e 45 anos (58,3%), tendo, em sua maioria, mais de 5 anos de trabalho na empresa (52,5%), possuindo, na maior parte, uma escolaridade de ensino fundamental completo ou incompleto (54,2%) e fazendo uma média de 2 horas extras por dia (50,9%).
Ambiente de Trabalho
• Barulho 90%
• Temperaturas altas 75%
• Poeira 91%
• Produtos químicos (agrotóxicos) 46,7%
• Risco de quedas ou batidas 76,7%
• Operando equipamento perigoso (61,7%)
• Máquinas empacotadoras/caracol/elevador/empilhadeiras
• Segundo os entrevistados (34,5%) não foi feito treinamento para estas operações.
• Este trabalhador não faz rodízio de função (75% dos que afirmam usar equipamentos perigosos); a troca, quando acontece, é feita uma vez por quinzena, em média.

Em defesa da democracia!

A Central Única dos Trabalhadores e os sindicatos filiados tomaram posição contra o impeachment da presidenta Dilma Roussef, por entenderem que não existe justificativa para o processo. As chamadas “pedaladas fiscais”, que justificaram o pedido de impeachment, são recursos corriqueiramente utilizados pelos governantes, seja na esfera estadual ou federal, sem causar nenhuma repulsa por parte daqueles que hoje defendem o impeachment por esse motivo.20165504080444_12719600_218424418545345_7790850796726323359_o

Interesses políticos e econômicos mobilizam os defensores do impeachment. Os políticos que perderam as últimas eleições não estão tendo paciência para aguardar 2018 e querem atropelar o processo democrático. Grandes grupos econômicos nacionais e estrangeiros apóiam e patrocinam manifestações contra o governo, com o intuito de desestabilizá-lo e implementar a sua pauta no Congresso Nacional. A FIESP – Federação da Indústrias do Estado de São Paulo, maior entidade patronal do Brasil, que foi contra a criação do salário mínimo, do 13º salário, licença maternidade e vários outros direitos trabalhistas, e apoiou o golpe militar de 64, atua fortemente pelo impeachment, o que nos dá a certeza que, pós impeachment, tentariam implementar a
Reforma Trabalhista para atacar os direitos dos trabalhadores. Vale lembrar também, que a Ponte para o Futuro, proposta de política econômica apresentada pelo PMDB, está a alteração da legislação para permitir a prevalência do acordado sobre o legislado, o que ataca frontalmente a CLT, o que muito agrada aos patrões.
O estado democrático de direito é uma conquista do povo brasileiro que está sob ameaça, pois os inimigos da democracia não se limitarão ao impeachment. Após vem o ataque às organizações sindicais e populares. Por isso, não podemos vacilar. Vamos combater o golpe e defender a democracia!

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