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Seminário aponta adoecimento no setor das indústrias da alimentação de Pelotas e região

O relatório da pesquisa DIGA – Diagnóstico sobre Condições de Trabalho nos Engenhos de Arroz – elaborado em parceria pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Alimentação (CNTA), Sindicatos e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) sobre as condições de trabalho dos trabalhadores nas arrozeiras foi apresentado  em seminário nesta quinta-feira,14 de abril, na sede do ?Sindicato? da Alimentação, em Pelotas. A investigação ocorreu nas indústrias das regiões de Pelotas, Dom Pedrito, Camaquã, Bagé, Alegrete e São Gabriel.

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O evento foi organizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Alimentação (CNTA), Ministério Público do Trabalho  (MPT), Sindicatos dos Trabalhadores da Alimentação de Pelotas, Camaquã e Bagé  e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
A abertura teve as presenças do presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Alimentação (CNTA), Arthur Bueno de Camargo; Presidente do Sindicato da Alimentação de Pelotas,Lair de Mattos;  Procuradora do MPT em Pelotas, Rúbia Vanessa Canabarro; Procurador do Trabalho e coordenador estadual do Projeto de Adequação das Condições de Trabalho nos Frigoríficos, Ricardo Garcia; Auditor Fiscal do Trabalho na Ministério do Trabalho e Emprego,  Mauro Müller, Presidente do Sindicato de Camaquã e Região, Luis Carlos Cardoso; Presidente do Sindicato da Alimentação de Bagé, Luis Carlos Cabral e do Sindicato da Alimentação de Pelotas e Secretário de Saúde de São Lourenço do Sul, Arilson Cardoso, Médico.
A procuradora do MPT, em Pelotas, Rúbia Vanessa Canabarro,  destacou a importância da pesquisa das condições de trabalho nas indústrias do #arroz . Destacou a luta conjunta pela melhoria do ambiente de trabalho nas empresas e da colaboração do Sindicato e que, pela seriedade, é hoje ” é quase uma extensão do trabalho do MPT”.
Procurador do Trabalho e coordenador estadual do Projeto de Adequação das Condições de Trabalho nos Frigoríficos; Ricardo Garcia mostrou-se surpreso com a situação dos trabalhadores nas indústrias do ?#‎arroz? de Pelotas, Alegrete, São Gabriel, Dom Pedrito, Bagé e Camaquã.
PESQUISA
A partir de questionários, foi possível elaborar diagnóstico e construir um banco de dados sobre as condições concretas de trabalho e de vida dos trabalhadores.
O setor do arroz foi escolhido por apresentar o maior número de acidentes com mortes em relação aos outros segmentos da alimentação. Além disso, os funcionários das arrozeiras são os que mais procuram os Sindicatos com doenças ocupacionais como ?‎LER? (Lesão por Esforço Repetitivo), surdez, entre outras.
O professor, sociólogo e pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Paulo Albuquerque,  apresentou um conjunto de informações da pesquisa DIGA – Diagnóstico sobre Condições de Trabalho nos Engenhos de Arroz que aponta o adoecimento dos trabalhadores da alimentação nos municípios de Pelotas, Alegrete, São Gabriel, Dom Pedrito, Bagé e Camaquã.
De acordo com o pesquisador, o trabalhador pesquisado é, em sua maioria, composto por homens (93,3% dos entrevistados), que trabalham nos turnos manhã/tarde (81,9%), com uma idade, em média, de entre 35 e 45 anos (58,3%), tendo, em sua maioria, mais de 5 anos de trabalho na empresa (52,5%), possuindo, na maior parte, uma escolaridade de ensino fundamental completo ou incompleto (54,2%) e fazendo uma média de 2 horas extras por dia (50,9%).
Ambiente de Trabalho
• Barulho 90%
• Temperaturas altas 75%
• Poeira 91%
• Produtos químicos (agrotóxicos) 46,7%
• Risco de quedas ou batidas 76,7%
• Operando equipamento perigoso (61,7%)
• Máquinas empacotadoras/caracol/elevador/empilhadeiras
• Segundo os entrevistados (34,5%) não foi feito treinamento para estas operações.
• Este trabalhador não faz rodízio de função (75% dos que afirmam usar equipamentos perigosos); a troca, quando acontece, é feita uma vez por quinzena, em média.