Sem reposição de perdas passadas, Deputados aprovaram aumento que vale retroativamente a 1º de fevereiro. O valor para o setor das indústrias da alimentação, na terceira faixa, ficou em R$ 1.229,47
A Assembleia Legislativa aprovou na tarde desta terça-feira (25), por 46 votos a favor e 2 contrários, o reajuste de 6,48% para o salário mínimo regional, que passa a R$ 1.175,15. O resultado da votação, porém, desagradou as centrais sindicais, que defendiam a aprovação de uma emenda, que previa reajuste de mais 1,7%, totalizando 8,2%, para recuperar perdas acumuladas desde o ano passado, quando o piso gaúcho foi reajustado abaixo da inflação. A emenda sequer foi votada, uma vez que a base do governo José Ivo Sartori apresentou um requerimento de preferência, aprovado por 26 votos a 22, para a votação do texto original do PL 9/2017, como encaminhado pelo governo.
De acordo com dados da CUT/RS, cerca de 1,3 milhão de trabalhadores estão com os seus salários corroídos pela inflação e estavam na expectativa do reajuste. Os trabalhadores de padarias, engenhos e indústria de laticínios e pequenos frigoríficos, entre outros setores, vão ter direito a uma diferença retroativa a fevereiro, data-base da votação do mínimo regional.