
Foto: Hosny Salah (Pixabay)
Enquanto as atenções da imprensa internacional se voltam para a escalada de tensão entre Irã e Israel, os bombardeios sobre Gaza seguem intensos. Somente nas últimas 24 horas, ao menos 140 palestinos foram mortos por ataques aéreos e tiros disparados pelas forças israelenses, segundo autoridades de saúde locais.
A política de limpeza étnica promovida por Israel contra o povo palestino remonta a mais de 70 anos, mas vive hoje seu momento mais visível devido à exposição nas redes sociais. Ataques a hospitais, escolas e abrigos mostram que o objetivo não é outro senão o genocídio — com apoio dos Estados Unidos e o silêncio de grande parte do Ocidente. Desde o início da ofensiva atual, mais de 55 mil palestinos foram mortos em Gaza, sendo quase 70% mulheres ou crianças.
Outro episódio que revela a tentativa de isolar ainda mais o território palestino foi o sequestro de ativistas que buscavam romper o bloqueio e levar ajuda humanitária à região. O veleiro Madleen, que navegava em águas internacionais, fora da jurisdição de Israel, foi interceptado e invadido. Entre os tripulantes estavam a sueca Greta Thunberg e o brasileiro Thiago Ávila, que foi preso, deportado, torturado e ameaçado na prisão onde ficou por menos de uma semana.
Enquanto o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu empurra o mundo para mais um conflito no Oriente Médio, o massacre em Gaza vai sendo esquecido. Vivemos o medo de uma guerra nuclear, mas fechamos os olhos para os crimes de guerra que já estão acontecendo, que remetem a tragédias como Hiroshima e Nagasaki.